O Greenpeace mapeou as plataformas antigas da região do pré-sal
e apresenta seus dados e histórico de acidentes

O Projeto

 

O Greenpeace mapeou as plataformas antigas da região do pré-sal e apresenta seus dados e histórico de acidentes. Trata-se de uma ferramenta que rompe com a falta de transparência peculiar da indústria do petróleo cuja proposta é monitorar as ocorrências nas plataformas mais velhas do pré-sal, facilitando a interpretação de dados sobre os acidentes e sobre as próprias plataformas.

Além de disponibilizar informações sobre as plataformas e os acidentes acontecidos em cada uma de forma acessível e organizada, este observatório ainda reúne dados sobre os poços. Todo o conteúdo de pesquisa do site pode ser baixado em formatos abertos.

 

LATARIA

 

Anunciado como uma nova fonte de riquezas para o país, o pré-sal está longe de ser um pote de ouro do outro lado do arco-íris. As dificuldades técnicas para extrair óleo a uma profundidade de sete quilômetros abaixo do nível do mar tornam a operação altamente arriscada. Mesmo assim, o governo entrou nessa empreitada com tecnologia do passado.

Aproximadamente uma a cada três plataformas atualmente em operação no Brasil foram construídas há 30 anos ou mais e representam maior probabilidade de vazamentos.

Acidentes

As plataformas com 30 ou mais anos de idade são protagonistas de mais acidentes do que as plataformas novas, são verdadeiras latas velhas. Dos 102 acidentes registrados no Brasil desde o ano 2000 na exploração petrolíferaoffshore, 62% aconteceram nas plataformas mais velhas.

 

OUTROS PROBLEMAS

 

O acidente da Chevron, em novembro de 2011, na Bacia de Campos, expôs o descontrole e a falta de transparência e de conhecimento das autoridades públicas sobre o que acontece com a exploração de petróleo na costa brasileira. Foram necessários mais de 380 mil litros de petróleo derramados no mar para ficar claro que o país não está preparado para evitar nem controlar um vazamento de óleo de grandes proporções.

Ainda explicitou a urgência de um Plano Nacional de Contingência que fiscalize e estabeleça quais são as medidas necessárias a serem tomadas em caso de acidentes. Desde 2010, o governo brasileiro promete tirar o Plano do papel, mas o Brasil segue explorando em águas profundas sem ter amparo técnico e a definição dos recursos humanos e materiais necessários para evitar a poluição das águas brasileiras por óleo.

Plataformas

Legenda
Mais plataformas